top of page

Juntando o que se pode ler no Relatório Brookings com o que que foi descoberto pelo McDaniel Report relativamente à total ausência de método científico por parte da Nasa no assunto da desmistificação de quaisquer anomalias marcianas; só se pôde concluir que a rápida desmistificação da Face on Mars e toda a subsequente bola de neve que originaram actos de debunking e ridicularização ocorridos nos anos seguintes só demonstra como a Nasa não fez mais do seguir o que realmente era suposto seguir à risca.

Quando se viu confrontada com a descoberta eminente de uma potencial prova de existência de vida extraterrestre logo no momento em que todas as câmaras estavam apontadas ao planeta, as regras ditavam que só lhe restava socorrer-se do protocolo Brookings e segui-lo à risca.
Se este recomenda que a primeira atitude a tomar num caso assim seja a de ocultação do assunto até que haja tempo de se fazerem novos estudos sobre o mesmo de modo a determinar o impacto na sociedade, foi isso que fizeram.

Mas lá está, antes de mais, havia que fazer com que a Face on Mars fosse totalmente ignorada pela opinião pública.

E foi o que fizeram, contando depois estudarem a anomalia longe dos olhares do público. Até porque nessa altura lembrem-se que tecnologia em casa da forma que nós a temos hoje no mais simples laptop era apenas algo que se lia na ficção-científica.


A evolução tecnológica e a sua democratização informática veio estragar os planos da Nasa, pois em finais dos anos 70 o que esta não esperava, era que o mundo viesse a evoluir de tal forma que vinte e cinco anos mais tarde qualquer pessoa em casa pudesse contar com um computador pessoal mais poderoso do que qualquer coisa que a agência alguma vez imaginou poder vir a existir a titulo particular.
Tudo teria resultado em pleno, não fossem também, DiPietro e Molenaar, ingenuamente pensando estarem a prestar um serviço à ciência terem desenterrado a Face on Mars quando ela já caíra no esquecimento e desatado a obter resultados que contradiziam tudo o que já tinha sido - devidamente explicado.
A coisa poderia ter morrido ali também, não fora o hoje muito ridicularizado Richard Hoagland ter pegado na investigação dos dois cientistas da Nasa e ter começado um trabalho de divulgação sobre o mesmo que dura até hoje e se acumula com dezenas de outros estudos posteriores favoráveis à hipótese de artificialidade.

Se a ideia inicial da Nasa quando se apressou a seguir o modelo Brookings, desmistificando imediatamente a Face on Mars  seria a de estudar discretamente o mistério até chegar a altura certa de revelar ao mundo que nunca estivemos sós, então a invenção do Photoshop foi a pior coisa que lhes aconteceu pois em poucos anos qualquer pessoa com conhecimentos sobre imagem poderia em casa facilmente desmascarar qualquer tentativa de encobrimento.

Com a popularização dos resultados de DiPietro e Molenaar, chegaram mais cientistas independentes que imediatamente se debruçaram sobre o tema e continuaram a obter não só resultados semelhantes como inclusivamente muita investigação foi melhorada a um ponto que hoje já muito boa gente não terá grandes dúvidas de que por debaixo daquela quantidade de pó e areia poderão estar realmente algumas formações de características artificiais que atribuem à Cara de Marte a sua forma tão peculiar e polémica.

O problema é que isto colocou a Nasa contra a parede. Se inicialmente tinham desmistificado a Face on Mars e pretendiam estudar a anomalia em segredo, o facto de a partir dos anos 90 o assunto ter ganho contornos populares graças ao muito trabalho de divulgação que foi efectuado pelos media independentes que a Nasa não podia controlar formados na era da internet; isso implicou que a Nasa não podia voltar a atrás e portanto a solução foi só continuar a recorrer a "inverdades" (e meias verdades, ou informação legítima mas incompleta), negando até à exaustão tudo o que tivesse a ver com artificialidade porque não podia ser de outra forma.

Ainda por cima para complicar as coisas, a partir de certa altura as anomalias marcianas acumularam-se e de um dia para o outro a Nasa viu-se na posição de não ter apenas que ridicularizar a Face on Mars mas também tudo o que seriam novos indícios de artificialidade em outras áreas do planeta; que inclusivamente hoje em dia continuam a aparecer nas imagens oficiais.

A ideia inicial de pintar Marte de vermelho, que foi inventada à pressa na mesma semana em que a Face on Mars chegou aos olhos do público no final dos anos 70; a partir de 2004 deixou de colar.


Durante mais de duas décadas a Nasa esforçou-se para demonstrar muito -cientificamente- que Marte não passaria de um mundo morto intensamente vermelho, tentando criar uma imagem de planeta alienígena o mais hostil possível aos olhos do público. Isto de forma a que as pessoas não colocassem questões demasiado incómodas sobre as incríveis parecenças entre Marte e a Terra.

















Especialmente após as revelações da investigação McDaniels que acusou directamente (perante o Congresso) a Nasa de ter claramente fabricado os céus vermelhos de Marte durante anos. Os mesmo céus intensamente alienígenas marcianos, que encheram as enciclopédias, National Geographics e livros escolares do mundo inteiro logo a seguir às missões Viking, à descredibilização da Face on Mars e não esquecer; também a seguir ao descrédito e ocultação dos resultados obtidos precisamente na mesma altura a quando da descoberta de vida microscópica no "planeta vermelho" pelo Dr Gilbert Levin (como poderão ler em detalhe mais à frente).

Por esta altura, (longe dos telejornais) também já a comunidade independente tinha mais que desmontado a brincadeira com os filtros de cor para alterar a cor azul do céu.





 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A partir do momento em que o relatório McDaniel foi não só entregue à Nasa como principalmente enviado ao Congresso americano, a posição da Nasa no que respeitava à  -impossibilidade científica- dos céus azuis, foi-se diluindo e hoje em dia como o leitor poderá constatar pelas fotografias mais modernas até já temos céus azuis em Marte tão normais como se as fotografias tivessem sido tiradas na Terra.


Algo que até 2003 para a Nasa e sites de debunkers profissionais a soldo da Nasa seria algo impossível de acontecer pois essa impossibilidade tinha sido demonstrada -cientificamente- pelas fontes oficiais e só quem não acreditaria seriam os tais - Teóricos da Conspiração.













 

 

 

 

 

 

 

 

 

Algo de que nem os cépticos, nem os debunkers hoje já parecem recordar-se e actualmente toda a gente age como se um céu azul sempre tivesse sido a coisa mais natural em Marte no que toca à posição oficial sobre o assunto (saída da -verdadeira ciência-, claro está).


A memória é curta no debunking.

E muito selectiva também.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Concluindo, após a descredibilização inicial da Face on Mars porque não podia ter sido de outra forma; para muita gente, actualmente é mais que evidente que a Nasa continua a seguir o modelo Brookings, apenas se viu forçada a acelerá-lo porque infelizmente para quem tentou encobrir as provas de vida extraterrestre logo no início, o mundo está cheio de computadores pessoais em casa das pessoas.

 

E pior ainda....os incómodos algoritmos de ampliação de imagem inventados por DiPietro e Molenaar décadas atrás, a meio dos anos 90 ganharam uma nova encarnação pública quando surgiu uma coisa chamada Photoshop. E de repente qualquer pessoa em casa com acesso a fotos oficiais de alta resolução pode criar a sua própria análise de imagem de uma forma tão profissional como se fosse um cientista daqueles que os debunkers tanto gostam de apelidar como sendo os que - são de verdade.


Obviamente que isto não trouxe apenas aspectos positivos para a investigação independente. Os verdadeiros maluquinhos das conspirações (que também os há, infelizmente) também triplicaram o que veio ainda baralhar muito mais este assunto e inundar a internet de palha absolutamente ridícula e verdadeiramente conspirativa, sobre os “nossos irmãos do espaço” entre outras imbecilidades que não podem nem devem ser de forma alguma confundidas com a verdadeira investigação científica independente que originou todo a temática.
No entanto, após o aparecimento e subsequente popularização do Photoshop; com o interesse crescente de uma boa parte do público a nível mundial e com a existência da internet onde ainda se podem encontrar meios de comunicação verdadeiramente independentes e atentos a tudo isto, a Nasa mudou de estratégia.

O modelo Brookings teve de ser acelerado. Subitamente Marte já se parece mais com a Terra de céu azul (sem qualquer anúncio oficial, curiosamente...); daqui pouco iremos oficializar a existência de lagos de água liquida e sendo assim daqui a duas missões ou três, daquelas onde oficialmente se procuram pedras iremos encontrar para surpresa de muita gente, um fóssil assim destes que já foi  até fotografado.





 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Afinal onde houve água será natural encontrarmos um fóssil, certo ?
Ninguém se irá assustar com um fóssil....especialmente se numa outra missão anterior a Nasa até tiver "descoberto" antes, uns micróbios. Surpresa das surpresas !…

Depois do fóssil, talvez quando eu tiver uns setenta ou oitenta anos um dia uma sonda chegará Marte e fotografará -"sem querer"- (e desta vez sem filtros ou "preparação prévia" das imagens), aquilo que a Nasa irá anunciar como uma potencial ruína. Finalmente iremos ter uma missão humana e para surpresa de muita gente um dia a Face on Mars deixará de ser ridicularizada pois na verdade nem sequer se compara com as pirâmides de Cydonia que irão ser "descobertas" mesmo ao lado...
Isto se alguém não se estampar entretanto contra a Cratera de Hale claro está. Quem sabe, a Rússia, a China ou porque não a Índia… Candidatos não faltam pois até a Arábia Saudita anunciou agora neste verão de 2014 que pretende também dirigir-se para Marte um destes dias.

Tudo isto para dizer que na minha opinião e na de muita gente com reais conhecimentos profundos sobre o assunto, o que se passa é que temos hoje o modelo Brookings ainda em acção.

De forma bem mais rápida e muito mais debaixo dos olhos do público do que a Nasa gostaria que alguma vez tivesse sido possível mas a democratização da tecnologia tem destas coisas e o mundo moderno anda a um ritmo bem mais acelerado do que alguém alguma vez terá sonhado.

O que não convém de todo à agenda da Nasa para Marte se esta tiver por base o Relatório Brookings. Especialmente quando o próprio Congresso americano a apanhou em "inverdades" por duas vezes graças a investigação McDaniel e portanto a lenta revelação a conta-gotas inicialmente planeada sobre Marte teve de se adaptar à velocidade do mundo moderno. Mas o plano mantêm-se e a ideia será ir devagarinho acostumando o público à ideia de que, primeiro é perfeitamente haver um céu azul no "planeta vermelho", depois água afinal também lá está, (em breve na forma líquida), depois naturalmente descobre-se vida microscópica, a seguir um fóssil, depois potenciais artefactos arqueológicos.

 

Finalmente…ainda há de chegar o dia em que a Nasa jurará a pés juntos nunca ter estado contra qualquer das hipóteses de artificialidade (tal como acontece hoje em dia em relação aos “novos” céus azuis marcianos); e os debunkers não só acreditarão piamente como também  defenderão essa ideia da mesma forma que hoje a ridicularizam.

FACE ON MARS
PARTE 12

 

"A Nasa faz apenas o que lhe compete.
Seguindo o modelo Brookings."

A SEGUIR: "Novas tácticas, velhos pressupostos."

bottom of page